Candidatura de Sergio Moro corre risco de não se concretizar
As movimentações políticas na capital do Paraná continuam indicando um cenário de incertezas para a política paranaense. Mesmo liderando todas as pesquisas de intenção de voto para o cargo de governador desde o início de 2025, o senador Sergio Moro (União Brasil) vê sua candidatura ameaçada.
O impasse ocorre porque o União Brasil integra uma federação partidária com o Progressistas (PP), sigla liderada no estado pelo deputado federal Ricardo Barros. Segundo Barros, Moro não tem demonstrado empenho em buscar diálogo para garantir apoio nas eleições deste ano. De acordo com comentários de bastidores, o senador estaria “valorizando demais o passe” e aguardando que lideranças políticas o procurem para compor alianças visando o pleito de outubro.
Até o momento, a informação é de que Moro conta apenas com o apoio declarado da prefeita de Ponta Grossa, Elizabeth Schmidt (União Brasil).
Ricardo Barros negou qualquer pressão da direção nacional para que o PP aderisse à eventual campanha de Moro. “A decisão foi tomada por unanimidade. Estamos falando de oito deputados federais, 14 deputados estaduais e outras lideranças importantes. Se ele (Moro) pretender caminhar nessa direção, vai ter que remar bastante”, afirmou.
Barros acrescentou ainda que, apesar de Moro manter conversas, não consegue converter apoio político. “Ele senta, conversa, mas não converte ninguém. Neste momento, estamos divergentes do União Brasil. Tomamos uma posição de ruptura com a condução que vinha sendo feita. Nossa decisão está tomada e conta com o apoio do nosso presidente nacional. Esse quadro precisa ser revertido, ou ele (Moro) precisará buscar uma legenda que combine com seu discurso de antissistema”, concluiu.
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